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2 de fev de 2014

Dia 2 de fevereiro, dia de festa no Mar, vou levar o meu presente para saudar Iemanjá...

É claro que não poderia deixar de fazer uma homenagem à mãe Iemanjá, mãe de todos os oris (cabeças), logo, é mãe de todos/as nós.  


Compartilho uma narrativa em que conta como ela conseguiu algo que era permitido só aos homens e o link do concerto completo Mães D´Água da Fundação Palmares.





Yemoja joga Búzios na ausência de Orunmilá 
(O texto e a figura foram retirados da página Nossos Orishas - é uma página que vale a pena visitar. Há vários desenhos de orixás e narrativas, etc)

Iemanjá e Orunmilá eram casados. Orunmilá era um grande adivinho. Com seus dotes sabia interpretar os segredos dos búzios.

Certa vez Orunmilá viajou e demorou para voltar e Iemanjá viu-se sem dinheiro em casa. Então, usando o oráculo do marido ausente, passou a atender uma grande clientela e fez muito dinheiro.

No caminho de volta para casa, Orunmilá ficou sabendo que havia em sua aldeia uma mulher de grande sabedoria e poder de cura, que com a perfeição de um babalaô jogava búzios.
Ficou desconfiado.
Quando voltou, não se apresentou a Iemanjá, preferindo vigiar, escondido, o movimento em sua casa. Não demorou a constatar que era mesmo a sua mulher a autora daqueles feitos.
Orunmilá repreendeu duramente Iemanjá. Iemanjá disse que fez aquilo para não morrer de fome.
Orumilá e Iemanjá - Artista Felipe Caprini
Mas o marido contrariado a levou perante Olorum. Olorum reiterou que Orunmilá era e continuaria
sendo o único dono do jogo oracular que permite a leitura do destino.
Ele era o legítimo conhecedor pleno das histórias que forma a ciência dos dezesseis odus.
Só o sábio Orunmilá pode ler a complexidade e as minúcias do destino.
Mas reconheceu que Iemanjá tinha um pendor para aquela arte, pois em pouco tempo angariara grande freguesia.
Deu a ela então autoridade para interpretar as situações mais simples, que não envolvessem o saber completo dos dezesseis odus.
Assim as mulheres ganharam uma atribuição antes totalmente masculina.
Este itan nos indica a conquista de Yemoja, que deu as mulheres a autoridade de manipular o ifá. Pela primeira vez a mulher não foi vista como apenas alguem que serve para parir, mas sim como alguem sábio, ovacionada por ser talentosa.
Eruya! Salve Yemoja que conquistou este direito a todas as Yalorishas!



Por fim, deixo o link do concerto Mães D´Água da Fundação Palmares: 



Por meio deste link no youtube, a fundação disponibiliza o show completo,  são 13 vídeos e a mudança de vídeos é automática.


Odoyá!!!




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